sábado, 12 de novembro de 2011

Reciclagem produz nova energia

Cada litro de óleo despejado no esgoto tem capacidade para poluir cerca de um milhão de litros de água. Essa quantidade é corresponde ao consumo de uma pessoa durante 14 anos.

Márcia Caldeira

Uma forma de gerar energia menos agressiva ao meio ambiente é transformar óleo de cozinha usado em Biodiesel para ser usado em ônibus, caminhões e outros motores. Essa atividade é realizada por alunos do curso de Engenharia da energia da UNB Gama, através projeto Biogama. Com essa nova fonte de energia a diminuição de emissão dos gases poluentes como carbono e enxofre atmosférico ficou estimada entre 78% a 100%.

Segundo Almir Oliveira graduado em Engenharia da Energia, o projeto surgiu em 2010 e tem caráter informativo, ambiental, educativo e preservativo, sem fins lucrativos. os resultados são para analise na matéria de combustíveis, os resíduos são para confecção de brindes para eventos e parceiros e os produtos gerados são para uso da universidade.

O óleo de cozinha usado após ser jogado na rede de esgotos provoca poluição do meio ambiente, pois não se mistura com água e o resultado disso e a ocorrência de enchentes e aquecimento no planeta.

São diversas as possibilidades de reciclagem de óleo de frituras entre elas estão: produção de resina para tintas, sabões detergentes, glicerina, ração para animais e biodiesel, mas existem muitas pessoas que jogam o óleo usado no lixo ou até mesmo descarta indevidamente.

Solange Almeida, 36 anos, dona-de-casa disse que guarda esse óleo e fica sem opção de aproveitar então joga no lixo.

Já Geralda Gomes, 34 anos, vendedora, disse que nunca aproveitou óleo de cozinha e sempre joga fora ou até mesmo despeja na pia da cozinha.

A população do Distrito Federal pode coletar este óleo de fritura em recipientes plástico do tipo das garrafas Pet limpas e entregar em um dos pontos de coletas: No antigo fórum gama, FGA saída do Gama, colégio La-sale Águas Claras, nos restaurantes L'appetit e Lulua no Gama ou enviar um e-mail para solicitar uma equipe de coleta no local de armazenamento do óleo para agendarmos a coleta basta acessar o site www.biogama.com.br. Os doadores recebem brindes como cestas decoradas com sabões, sabonetes e produtos de limpeza, tudo feito do óleo usado.

Maior encontro de capoeiristas do Brasil acontece em Brasília

De uma pequena roda de moradores de rua para um evento nacional

Andréia Souza e Sérgio Pastor

A Rodoviária do Plano Piloto foi palco do maior encontro de capoeiristas do Distrito Federal e do entorno de Brasília. O 20º Encontro Nacional de Capoeira (Enca) aconteceu entre os dias 01 a 06 de novembro em várias cidades satélites do DF. O evento reuniu praticantes, pesquisadores, educadores de capoeira, gestores de políticas públicas: social, esporte, cultural e os formadores de opiniões de todo Brasil.



De acordo com o responsável pelo Instituto, mestre Gilvan, o evento surgiu até despretensiosamente de um trabalho que ele desenvolvia todas as quartas-feiras, chamado de “capoeira nas praças”. “Eu ia para a rodoviária de Brasília, começava a tocar o birimbal no meio da rodoviária no local aonde acontece o 24 horas hoje, e ali juntavam meninos de rua deixando o saquinho de cola no pé do birimbal e começavam a participar”, explica Gilvan.


O Enca acontece todos os anos, hoje é reconhecido pela lei nº 3.013/97 e faz parte do calendário oficial de Brasília e é promovido pelo Instituto Ladainha desde 1991. Na sua 20ª edição, o encontro busca promover entre outros aspectos a ampla mobilização social, nas esferas dos municípios, estados e países estrangeiros, para debater a capoeira como esporte/luta e manifestação folclórica enquanto arte popular, através de mecanismos públicos e privados no seio da sociedade por direito adquirido na Constituição Federal.

O participante, mestrando Cafunga diz do encontro, “Todos os anos venho para rever meus amigos e aprender novas técnicas. Acredito que o Enca cumpre um papel de suma importância na divulgação da capoeira”.


Mestre Gilvan é um visionário, e sempre teve como objetivo mostrar que a capoeira poderia ser praticada por todo seguimento da sociedade, então em 1999, vindo de um projeto que não deu certo por falta de apoio dos colegas que não compartilhavam da mesma visão que ele, surge a “Capoterapia”,” eu não dou capoeira, eu faço um trabalho de terapia através da capoeira, pesquisei na internet e não achei nada, vou batizar isso como capoterapia, terapia através da capoeira”, conta o mestre.


A capoterapia tem como objetivo trabalhar a qualidade de vida nas pessoas através da pratica da arte afro descendente. Aos 76 anos, dona Cecília Anacleta Perdigão, moradora no setor QNI, em Taguatinga Norte (DF) sobe e desce as escadas do seu apartamento com a maior facilidade. “Eu acordo cedo, visto a camiseta amarela e vou para a capoterapia no ginásio Paradão” afirma. Já para Adiel José Ernandes, 80 anos, a terapia criada por Mestre Glvan modificou sua visa e é fundamental para preservar um estado de saúde entre os octogenários como ele. “Gilvan faz um trabalho mosntruosamente importante e todo o dia ele nos passa, em meio as suas piadas e brincadeiras, um pouco de sabedoria”, elogia. Todos esses depoimentos fazem parte do livro “Minha História Minha Vida”, escrito por Mestre Gilvan e Mano Lima e que foram gentilmente cedidos os direitos de publicação.









30 de dezembro último dia para empresas destinar parte do Imposto de Renda a projetos sociais

Janaina Oliveira/ Geziel Gonçalves

     Que é dever de todo cidadão pagar seusimpostos todo mundo já sabe, mas que se pode destinar parte desse dinheiro para ajudar a quem precisa, pode ser novidade para alguns. Este ano as empresas brasileiras e pessoas
físicas interessadas em fazer doações a projetos sociais, podem transferir parte do imposto de renda a pagar até o dia trinta de dezembro. Um projeto doSindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) permite repassar parte do Imposto de Renda para ações sociais, culturais e esportivas, desde 1991, por meio da Lei Rouanet, aprovada pela Comissão Nacional de incentivo à cultura.
     O grande destaque da Lei é a política de incentivos fiscais, que possibilita às empresas doarem até 4% do total do seu imposto a pagar e abaterem 100% do valor destinado.
    “A lei Rounet veio para motivar empresas ecidadãos a investir em projetos culturais, por meio de incentivos fiscais”, diz o Diretor de financiamento do Ministério da Cultura, Jorge Pinheiro Guimarães.
     Em São Paulo, a Fundação Dorina Nowill para Cegos utiliza essa forma de captar recursos junto às empresas para ampliar o número de livros acessíveis aos deficientes visuais, por meio do projeto “Nós também gostamos de ler!”, que tem por objetivo a promoção do livro e da leitura para mais de cento e cinqüenta mil pessoas cegas. De acordo com a gerente geral da Fundação Dorina, Suzi Maluf há mais de cinco anos a instituição beneficia deficientes visuais em todo Brasil, com mais de setenta mil livros por ano. “A gente capita através da lei Rouanet a mais de cinco anos. O projeto é apresentado no Ministério da Cultura e quando aprovado, o dinheiro é repassado e nós produzimos e distribuímos livros para o Brasil todo. A cada ano produzimos aproximadamente setenta mil livros”, diz Suzi.
     Segundo a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 10% da população mundial apresenta algum tipo de deficiência, da qual 3,5% são deficientes visuais. Os resultados do Censo 2000 mostram que, no Brasil, aproximadamente 24,6 milhões de pessoas apresentam algum tipo de incapacidade ou deficiência. Destes, 16,6 milhões de pessoas apresentam algum grau de deficiência visual e quase 150 mil se declararam cegos.
     A instituição mantém ainda programas gratuitos de atendimento ao deficiente visual e sua família, que incluem reabilitação, clínica de baixa visão, educação especial e empregabilidade.

Governo faz levantamento sobre imunização no DF

Visitas começaram em setembro e já foram feitas em 12 regionais de saúde, com 2,2 mil entrevistas. A previsão é realizar mais de 4,1 mil


Fernando Pinto
Jurana Lopes



Uma equipe da Secretaria de Saúde está realizando visitas em todas as cidades para fazer um levantamento da situação da vacinação das crianças do Distrito Federal. Munidos de crachá com identificação funcional, os técnicos visitam as residências com o objetivo de conseguir dados sobre a quantidade de crianças imunizadas. Até agora, as visitas foram feitas em 12 regionais de saúde e cerca de 2.200 mil pais ou responsáveis foram entrevistados. A meta é realizar um total de 4.125 entrevistas.

Segundo Rosana Gomes, chefe do Núcleo de Imunização da secretaria, o monitoramento começou no dia 14 de setembro e está previsto para terminar no próximo mês. De acordo com ela, as cidades que ainda estão faltando receber as visitas dos técnicos são Taguatinga e Santa Maria. Ceilândia começou a receber as visitas na última quarta-feira (9). Na semana que vem é a vez de Santa Maria e na semana seguinte de Taguatinga.

Esta semana, o monitoramento aconteceu na QNR 01 de Ceilândia. Maria Valdecir Martins, moradora da quadra, disse que já vacinou o neto de 5 anos na última campanha e considera a vacinação de total importância para a saúde do neto. “Meu neto já tomou todas as doses da vacina contra o sarampo, sempre que tem campanha eu o levo para vacinar”.

A situação não é diferente com o casal Lúcia Avelino e Juracir Gomes, que tem uma filha de 5 anos. “Eu a levo em todas as campanhas porque a vacina evita muitas doenças”, explicou Juracir. Segundo o casal, o levantamento é importante, porque assim, as crianças que não estão com o cartão de vacina em dia são encaminhadas para o posto de saúde. “Tem muitas mães que deixam de levar os filhos para vacinarem. Com essa visita dos técnicos de saúde, essas crianças que não foram vacinadas têm a oportunidade de se vacinarem”, afirmou Lúcia.

Rosana disse que o objetivo das visitas é saber se as crianças do DF foram imunizadas na última campanha de vacinação contra o sarampo e a tríplice viral. “A última campanha estava imunizando as crianças com uma dose extra da vacina contra o sarampo. Se a crianças já tivesse tomado a vacina em outra ocasião e deixou de tomar nesta campanha não tem problema. Nós só iremos encaminhar para o posto de saúde, crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina ou estão com alguma em atraso”, explicou. Os dados colhidos nesse monitoramento serão repassados para o Ministério da Saúde, para saber se foi alcançada a meta de vacinação proposta.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Greve dos aeroviários pode prejudicar as férias de fim de ano



Funcionários do setor aéreo ameaçam paralisar os serviços em dezembro o que pode prejudicar as férias dos brasileiros

Por Vaneska Freire e Claudiane souza
Jornalismo Noturno



Os aeroviários e aeronautas (trabalhadores das companhias aéreas) não entraram em acordo com as empresas. Os trabalhadores marcaram um protesto para o dia 16/11 no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos (SP) e ameaçam paralisar os serviços durante a alta temporada de dezembro.

A categoria reivindica um aumento de 13%, que representa a reposição da inflação mais um reajuste real de 4,5%. Porém, as empresas aéreas apresentaram proposta de 3%, que foi duramente criticado pelos trabalhadores. Para os sindicatos dos aeroviários e dos aeronautas afirmou que a proposta é uma afronta.

Na ultima terça-feira (08/11) 100 trabalhadores do setor aéreo realizaram uma manifestação no Aeroporto de Congonhas (SP). A intenção do protesto era chamar a atenção dos passageiros e das companhias aéreas.

Recentemente as companhias anunciaram reajuste de 41% na tarifas. Segundo a categoria, o reajuste de 13% poderia impactar o preço das passagens em 2,6%.

A Crise no Ministério do Transporte

No mundo de hoje, a palavra da moda é “crise,” seja ela no casamento, no trabalho, na política, nas finanças, no mundo etc... Ministérios.
Agora mais uma crise se espalha pelas páginas de jornal, internet, TVs, e chega ao Esporte.
Será que um velho texto da Bíblia já não mostrava sobre esses possíveis acontecimentos nos dias de hoje? Segundo relatado em 2 Timóteo 3: 1-17, nos relata que, nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro.
“Pois não é de admirar que por dinheiro as pessoas sejam capazes de tudo, e isso ocorreu com ilustríssimo Ministro do Esporte, Orlando Silva”, que se defende dizendo "Nós temos que ter muita seriedade nessa hora, porque se trata de um ser humano, de um governo que é sério, que tem demonstrado essa seriedade, que não tem contemporizado em nenhum momento com a corrupção, com o malfeito. Portanto, nós, de novo, estamos vivendo uma crise real, mas temos que ter serenidade para tratar essas questões com toda a maturidade, sem prejulgamentos nem pré-condenações", declarou o ministro.
A Secretária, Gaelene Nascimento, 25, diz não acreditar mais nas palavras ditas, e principalmente nas promessas, como confiar em humanos, governos imperfeitos, pois sempre estão rodando a mídia, mostrando o outro lado, acontecimentos dos quais eles mesmos nem sabem expllicar, disputando para ver quem aparece mais nas tv, “isso é uma grande vergonha, cada dia que passa Orgãos Públicos, Governos e Ministros estão se tornando mais inseguros para a cidade de Brasília”, diz Gaelene.
Quanto dinheiro sendo gasto com obras para uma copa do mundo para poucos. Imagine que nos pais do futebol, tenha que se construírem grandes estádios para abrigar um mês de festa, e depois ? .
Esquecendo as Olimpíadas, mais verbas para investimentos...
E a saúde, agora nas emissoras do Brasil, está ocorrendo às olimpíadas da Saúde, sim a corrida pela vida, tivemos casos recentes de pessoas que morreram por causa da negligencia de nossos ilustríssimos Deputados, Senadores e até Presidente. Cito o exemplo que não há vagas nas UTIs do Distrito Federal. Todas estão ocupadas e os outros pacientes estão morrendo sem atendimento. Um paciente com nome de José Geraldo não aguentou e morreu depois de esperar 12 horas, com complicações renais. Além dele, um rapaz de 20 anos também morreu este final de semana na fila da UTI. Por que isso, pela Copa do Mundo ou pela Olimpíadas.
E não se fala em resolver questões como crise na saúde, crise na falta de emprego, crise na melhoria de salários, crise na educação.

Até quando “CRISE”?


Por Lidiane Teles e Fabiane Rodrigues



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Número de moradores de rua no DF cresce 40%



Moradores de rua população que cresce rápido na capital do país


Nos semáforos, estacionamentos, calçadas e embaixo de marquises de prédios, esses são os endereços dos moradores de rua, mas se quer são contados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE). Segundo estimativa da Secretária de Desenvolvimento Social e Trabalho (Sedest), essa população aumentou 40% em um ano.
O Distrito Federal tem 2,5 mil pessoas dormindo nas ruas todos os dias, nem o albergue público com capacidade para 400 pessoas e os sete centros conveniados para acolhê-los teriam condição de abrigar essas pessoas.Mas a maioria deles preferem continuar na rua, onde segundo eles, teriam melhor qualidade de vida. ”Não sou mais usuário de drogas apenas do álcool, a ultima vez que fui em minha casa minha mãe me trancou no quarto para eu não voltar às ruas, mas o vicio pelo álcool me fez voltar . Não me considero uma ameaça para a sociedade pois trabalho para sobreviver, vigio carros, cato papelão e nunca roubei ninguém”, diz Fábio dos Santos, 29 anos e 15 anos morando nas ruas. Já Rafael de Souza, 26 anos, contou que é viciado e foi para as ruas porque foi expulso de casa, “Sou viciado em drogas e há cinco dias estou morando na rua porque meu pai morador da QNG 34 de Taguatinga Norte, me expulsou de casa, minha mãe mora na Colônia Agrícola de Samambaia”, diz Rafael.
Margarete Nogueira da Costa, coordenadora do Centro de Referencia de Assistência Social (Cras) em Taguatinga, explica que o trabalho prestado pelo governo através deste órgão é atuar na proteção social básica as famílias, “aqui. É uma unidade publica do governo responsável pela oferta de serviços para proteção social básica, as famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social, falta de alimento, provisões materiais, insegurança alimentar, cesta básica e aluguel”.
A realidade nas ruas é bem diferente. Em acompanhamento com a Equipe Expresso da Solidariedade, entidade da Fundação Renascer em Cristo que presta todas as segundas-feiras um trabalho de entrega de sopa, agasalhos, roupas, e encaminhamento aos centros de recuperação para pessoas viciadas em drogas. Segundo Maria do Socorro e Maria Helena, componentes do Expresso da Solidariedade confirmam os relatos anteriores e afirmam que as drogas são o principal fator que leva uma pessoa às ruas.
Os principais programas do governo estão sobre a responsabilidade do Sedest são Programa de transferência de renda, Bolsa Família, Bolsa Social, Cesta Básica, Bolsa Escola e o PPC que é um beneficio de prestação continuada, um salário mínimo para idosos e deficientes sem renda. O órgão também faz visitas domiciliares para famílias em situação de risco, reuniões de grupo, e alguns projetos como mestre do saber, cuidadoras comunitárias e auxilio funerário.
Para o delegado responsável pela operação de retirada dos moradores de rua na Asa Sul, coronel Lima e Silva, as ações do governo têm que ser mais amplas e permanentes. Ele defende uma política de moradia, educação e emprego para restituir a dignidade dessas pessoas. “À medida que o Estado conseguir fornecer a essas pessoas todos esses elementos de dignidade e humanidade, acreditamos que elas vão sair das ruas e vão para esses espaços onde serão mais felizes, onde recuperarão sua dignidade”, defende o coronel.

Andréia Souza e Sérgio Pastor